31 de outubro de 2006

Bambu love



14h15 min - Coments mais tarde. Adios.

17h27min - Voltei. Oi. Tudo bem? fiz essa tosquera ouvindo Seeing Other People do Belle and Sebastian. A idéia inicial era fazer uma bruxa pelada numa vassoura. Mas daí já viajei também. Vamos falar do que hoje? política? Não. Revistas em quadrinhos? taí. To lendo as primeiras histórias de Valentina do Guido Crepax. Nossa quantas cenas sado-masô!!! nunca vi. Mas ela é mesmo linda. Acho que vou cortar o cabelo igual. Tem uma cena que ela tá fotografando uma moça seminua num estúdio. Normal. Mas enquanto faz isso ela fala como se estivesse trepando com alguém. Tipo: "Vai, mais pra cima. Vai ordinária! Mais rápido, mais rápido, bate, bate!". As cenas são muito loucas. Vale a pena ler.

30 de outubro de 2006

Mundo encantado de Sugar Boy




14h05 min - Não posso escrever nada agora pois to voltando para a parte vespertina do expediente. Adeus momento de liberdade. Até mais pequeno instante de transgressão. Mais tarde eu escrevo alguma coisa aqui. Adios.
17h40 min - Voltando. Não sei bem o que quero dizer hoje. Sempre me dá vontade de dizer e escrever algo sem noção. Eu não sei quem é que pode gostar disso. Mas acho que até tem. Então já que preciso masturbar a mente pra dizer algo que seja plausível e masturbar a mente não é muito prazeroso...
...eis a história do SUGAR BOY
Quem entra aqui pelo menos de vez em quando, talvez já tenha reparado que sempre desenho uns guris e dou o nome de Sugar Boy (garoto açucar, garoto doce). Isso porque os meninos que me encantam são sempre cheios de mel. Por isso ficam cheios de formigas por cima. E mel com formiga não é gostoso de por na boca. Mesmo assim eu venero Sugar Boys. Pra mim eles têm a mesma importancia que uma Pin-up ou uma coelhinha da playboy e até muito mais do que isso, dependendo do nível. Sugar Boy é o único tipo de homem que consegue mexer comigo e isso não é nada fácil de acontecer. Afinal de contas as vezes eles concorrem também com as hot-putinhas. E muitas dessas vezes saem ganhando só porque não tem hífem, mas Y. Ah la la..começou a falar bestice.

27 de outubro de 2006

Hot City

Esse cara da ilustração é mo esquisito. Ito. Ito.



(cantem isso em ritmo de Rap)
Quem é que aguenta esse mormaço?
Faço
Regaço
E mesmo assim é foda
Roda e roda
Meu suor escorrendo
Remendo meu caminho
De manha, de tarde, de noite

Me rebelo
Elo
Felo
Fuck you
Melo
Já é tarde
Vou dormir
Ir
Vir
Surgir

Sonho. É.
Já to de pé
Calor de novo
Pega fogo


(Dani Dias - asneiras productions)

25 de outubro de 2006

Velho de guerra



Esse é John Bill, velho combatente das forças armadas americanas. Sabe porque ele tá rindo? não? pois é...
John Bill matou muita gente. Ele não tem uma orelha. Sabe-se que ele matou umas duzentas pessoas. Ele era muito bom no que fazia. Atirava uma vez pra matar dez. Mas o velho hoje sorri o tempo todo. Onde quer que esteja ele reganha os dentes sem parada. Jamais parou de sorrir desde que a guerra acabou. Aquele riso estático de boneca. Mas porque né? então...eu não sei. Eu só sei que esse é o chamado "sorriso macabro" do velho John Bill. Um sorriso carregado de morte que carrega a alma da guerra.

Mas que drama...

22 de outubro de 2006

BURRA

Será que no fundo, no fundo eu sou uma BURRA? quem sabe...afinal de contas uma pessoa que reservou um bom tempo de sua vida "adolescente" para pensar na existência, nos "porques" da vida, na origem do universo, na verdade sobre Deus etc só pode ser muito idiota de não ter aproveitado todo esse tempo pra fazer coisas mais divertidas, não é mesmo? será? agora mesmo enquanto reflito não estaria eu sendo mais uma vez BURRA só de estar dedicando meu tempo a isso? quem sabe...


Como disse o Marcelo, num comentario sobre o post anterior, "as vezes as melhores coisas não tem nada a ver" e eu concordo plenamente. Tipo..não tem nada a ver mas eu preciso ressaltar que minha ilustrações nunca tem nada a ver com o que eu escrevo.


14 de outubro de 2006

Realidades que se transformam

Praticamente tudo já não é como era antes. Por transformação ou por revelação tudo mudou. Mas o que se pode fazer se é o mundo no qual vivemos e não podemos mesmo fazer nada pra mudar?
Aquele que era, já não é mais. O meu corpo a mim não pertence. O meu coração é encerrado em si mesmo... alguem grita "sua puta!" e parece que não é ofensa...afinal de contas, que seja o que tiver que ser. Simplesmente não lute contra aquilo que te persegue. Não diga "não". Não diga "nunca". A gente fica pensando, hoje em dia, "o que mais vou ficar sabendo?" e "qual é a próxima "surpresa?". Então dá impressão que tudo é fake...porque a cada hora tem algo ou alguém que já não é mais o que costumava ser. O que resta aos pobres humanos é se acostumar e se adequar, se conformar e se encaixar. Podemos ser hipócritas e dizer "ah, nada mudou". Mas a verdade é que muda. O seu modo de enxergar as pessoas muda. E isso é involuntário. Você não devia sentir culpa por isso. E nem prometer a ninguém que não vai enxergá-lo diferente. Porque vai estar mentindo. Não somos portas, não somos formigas. Data venia, tenho dito.


Nada a ver com o que escrevi, mais uma montagem tosca com um sugar boy de esboçei esses dias. Tosc Total!

11 de outubro de 2006

Buy, Buy Baby

Daqui uns dias isso aqui nem vai ser mais um quarto, nem um butéco e sim uma zona.



Porque você deve comprar?

Em verdade, vos digo:
Porque é legal
Porque é style
Porque emagrece
Porque sua namorada vai achar bunitinho
Porque seu namorado vai ficar com tesão
Porque compensa a pequenez do membro
Porque combina com seu Ipod
Porque assim o mundo fica mais colorido
Porque é cute
Porque é hardcore
Porque é emo
Porque é massa demasshh ow
Porque combina com você
Porque Deus guarda um lugar pra você
Porque o Diabo vai curtir
Porque isso
Porque aquilo
Porque sim, uai

8 de outubro de 2006

No tapa

O Secundo Prophundus

Pergunto, primeiramente: o que fazer em um segundo antes de uma tragédia? Você pode pensar que não dá pra fazer nada. Mas em um segundo Jill Telnd Dalnd viveu uma vida.
Na pacata cidade de Ville Soup Vegetable, no sul da Paraíba viveu Jill, uma moça estranha. Mas porque estranha? Bem, pelo que eu soube Jill morava sozinha num quarto subterrâneo na praça da cidade. Sua porta para o mundo era uma tampa de esgoto. Então agora você deve ter se lembrado das Tartarugas Ninja. Exatamente! Uma casa no esgoto.
Jill vivia uma vida tranqüila. De manhã, ao acordar, comia sanduíche de rato com suco de chourumi. Trabalhava limpando as ruas de Ville Soup Vegetable. Ganhava seu dinheiro e curtia sua vida muito serenamente. Tinha um amante, chamado Fox Six Ten, um cara bacana, gente boa demais.
Jill Telnd Dalnd e Fox Six Ten viviam um amor bem sexual. Na verdade, não amoroso, mas sexual, principalmente. Logicamente, eles sabiam curtir muito bem a vida. Todos os domingos iam para a gruta Nina Fruit, na montanha Jack Frost, onde tomavam banho nus e faziam rituais criados por eles mesmos. O ritual do Torture, por exemplo, envolvia jogos de sadismo com desejo sexual do tipo “quanto mais você quer, mais demoro a te dar”.
Num desses domingos ululantes na Nina Fruit, Jill e Fox se desentenderam. Numa briga escrota por causa de uma mordida no lugar errado, o casal começou a trocar ofensas muito fortes. Acusações do tipo: Foi você que começou! É. Muito forte isso.
Não demorou muito passaram das ofensas verbais às agressões físicas e num rompante colossal esplendoroso e longitudinal, Jill agarrou uma pedra grande pelas costas de Fox. Ia matá-lo. Ia cruelmente matá-lo. E daí, né? Morte e violência você vê todo dia na rua, nos jornais e nos filmes. Aposto que você nem se surpreende mais. Mas eu não vou aqui contar uma história de violência e sangue só pra te chocar. Mas, voltando àquele segundo decisivo, onde Jill estava prestes a por fim na vida de seu namorado Fox. Contam que, nesse instante Jill pensou com a capacidade máxima do cérebro humano tanto em organização mental quanto em velocidade. Nesse segundo sem querer Jill experimentou um fenômeno raríssimo na história da neurologia que ninguém nem sabe do que se trata por isso eu dei um nome:
O Secundo prophundus - Quando ocorre um instante de Secundo Prophundus uma série de memórias que estavam escondidas no subconsciente retornam a mente. Muitas vezes as pessoas jogam para o inconsciente, inconscientemente (não resisti a essa, desculpem), algumas lembranças. Geralmente essas lembranças são algo desagradável para a pessoa em questão. Essas lembranças se misturam a um raciocínio claro e objetivo que pode ocupar um milésimo do segundo, frequentemente o ultimo. Todo esse pensamento ocorre de maneira “redonda”, ou seja, com algum sentido, com uma coerência que leva a um ponto x.
Jill estava com uma pedra enorme na mão, a um segundo de socá-la na cabeça de Fox, o que o mataria imediatamente ou lentamente numa cama de hospital, quando teve um Secundo Prophundus no qual retornou a sua memória o dia em que caiu no esgoto, quando ainda era uma criança e nunca mais quis sair. Lembrou-se da figura de um menino que a espreitava pelas manilhas e que ela não sabia quem era, mas que por muitos anos foi seu único companheiro. A única coisa que ela sabia do menino é que ele tinha uma mania estranha. Toda vez que tinha raiva de algo, fungava horrivelmente como um animal desconhecido. E era exatamente o fungado de Fox, no momento em que ela ia matá-lo.
Jill imediatamente arrependeu-se, o que durou um milésimo de segundo. Imediatamente pensou em como desviar a pedra que já ia acertá-lo na cabeça. E numa velocidade “theflashiana” bateu apenas de raspão num dos ombros de seu amado. E então essa é a história verídica de Jill Telnd Dalnd.
Lembrando apenas que esse fenômeno é raríssimo. Por isso, antes de levantar a mão contra alguém, conte até 10.

2 de outubro de 2006

Esperto ou "esperto"


Por quais valores você foi orientado? você se considera esperto? em que sentido? imagine um pai que a vida toda procurou ensinar ao filho bons valores que o fizesse uma pessoa boa e justa. De repente, o filho já é um rapaz, ou uma moça. De repente, esse filho descobre que os valores que ele absorveu não têm...o menor valor. E então, em alguns casos, esse filho ou essa filha não vai fazer questão de se mudar somente pra agradar aos grupos que cultivam os novos valores, inversos aos seus. Logo, esse rapaz ou essa moça se torna um excluido, por si mesmo. Pela sua própria recusa de se inserir na dimensão dos novos valores que exaltam a esperteza maldosa, o caráter corroído, a falsidade e a superficialidade. Num país como o nosso, o Brasil varonil, esse jovem não encontra nem mesmo em seus líderes, que deveriam ser os heróis da resistência, da luta contra as opressões, do espirito de equipe, do crescimento em todos os sentidos, uma esperança para quem sabe viver metade feliz. Os próprios líderes são um bando de cobras queredo comer umas as outras numa troca inútil de acusações, muitas vezes verdadeiras e outras tantas falsas, usadas pra causar escândalo e benefício próprio. Esse jovem já não acredita em nada. Perdeu a esperança em seus valores. O herói acabou. E então ele se pergunta porque diabos veio parar aqui? Afinal de contas porque entre tantos espermas que sairam do pinto do pai dele, justamente ele tinha que entrar no óvulo e ser fecundado? Não é justo, não é mesmo? se o mundo é dos "espertos", só os "espertos" deveriam nascer. Deixem os "bobos" inexistirem, deixem as "boazinhas" serem ficção.
Alguns podem me achar um pouco dramática, exagerada, apocalíptica...eu apenas acho que, pelo menos nesse ponto (e deve ser o único) sou bastante realista. A humanidade perdeu o meu voto.
Ilustração de Lourenço Mutarelli