29 de junho de 2007



E tudo vira inspiração. Mesmo quando não há vida, há pedaços de ossos e cabelos e alguns vermes famintos.

E podemos fazer disso algo bonito:

26 de junho de 2007

Eu tenho medo

Eu tenho medo dessas pessoas que abordam a gente na rua, na fila do supermercado...do nada. Normal. Meninas que vivem sozinhas devem ter mesmo esse medo. Mas ontem foi demais. No começo do dia e no final da noite. Dois caras esquisitos me abordaram fazendo perguntas. O da manhã parecia ser retardado. Ficava pisando como se estivesse andando sem sair do lugar. E pelas minhas contas deve ter me feito mais de vinte perguntas...sem exageros. Me sinto encurralada. Ainda bem que meu ônibus chegou...depois de quinze minutos.

O cara da noite me abordou no supermercado, enquanto eu aguardava tranquilamente no ultimo lugar da fila com minha cestinha cheia de miojo, pão e danoninhos. Tive um susto quando vi aquele senhor saindo do primeiro lugar da fila vindo em minha direção resmungando estranhamente. E, pra terminar meu dia, começa mais um interrogatório. Esse parecia ser menos louco que o outro...mesmo assim dava sinais de não bater muito bem. Ou será que sou eu quem estou paranóica em relação as pessoas? não sei.

Eis que no final da conversa ele arranca do bolso um cartão e começa a dizer: "Celebridade... celebridade..."

Passei pelo caixa rapidamente e depois verifiquei que se tratava de um cartão de uma empresa de marcas: "Faça como Pelé e Xuxa...tenha sua marca e ganhe com ela". Viajei...nem preciso dizer que viajei.

Tipo: "Quarto & Butéco: o blog mais blogado da blogosfera"....Oh Bog...cadê a minha redação publicitária?

22 de junho de 2007



Bem, já que nada dá certo...continuo desenhando como sei...escrevendo como posso. E, estimulada pelos conselhos do muso, dou sequência na produção de tosquices bizarras nascidas da minha mente doente.

Mas um dia cêis vaum ver, cêis vaum ver!!! droga....

21 de junho de 2007

"Diário de Blog, data estelar de 20 do 06 do 07 do século 21 de aquecimento global de fim de mundo"
Curitiba. Boa Vista. Rua General Carneiro, casa cor de cabra, garoto com barba de bode. Estou escrevendo no computador nº 05 de uma Lan House no ano intergalático de 2007. Três meses depois de ter saído do ovo de codorna criada a milho de terras longíquas. De acordo com os planos a missão está longe de ser cumprida e devo relatar-vos que até esse momento ela está bem frustrada. A nave está saindo mais caro que a encomenda. A tripulação está descontrolada. Discrepâncias alimentam discussões cheias de ofensas...
Cogita-se rumar para outros mares. Desta vez, a tripulação se separaria. E eu, partiria sozinha para o caos da perdição ou para a glória (minha glóriaaaaaaa).
Prosseguimos a verificação de combustível mental para tal mudança, que com certeza acarretará em uma fragilização muito maior do "eu".
Diário Blog, edifício Vivaldi, apartamento número 34 com 2 quartos, sendo uma sala com dois almofadões e uma Tv novinha.
Aguardem nova comunicação.


20 de junho de 2007



Esse desenho tosco é a primeira parte da série de desenhos inspirados em alguns dos meus medonhos pesadelos em Curitiba City. Nesse eu estava sendo bulinada por um estranho ser cuja forma eu só consegui ver no final . Um homem com chifres formados pelos próprios cabelos de pixaim (não sei se é assim que escreve). Terrível imagem. Por sorte eu já domino a técnica de FPI - Fuga de Pesadelos Insuportáveis. Consegui acordar sem maiores problemas.
O segundo desenho é inspirado em pesadelos reais de muitas meninas:


Até a próxima, com o diário de Bordo Curitiba. A vida depois da casca de ovo.

14 de junho de 2007

Bad Dreams

Os pesadelos me perseguem. Sonhos ruins. As pessoas que amo e que "odeio" estão neles. E tudo que eu não quero acontece. Quase não consigo acordar. Quase não consegui voltar a realidade. O que está acontecendo no mundo dos meus sonhos?

5 de junho de 2007

O tempo



Existe um poema ou sei lá o que diz que existe tempo pra tudo: Tempo pra amar, tempo pra odiar e bla bla bla bla
Acho que estou num tempo bom. O tempo de arriscar. E, dentro desse "arriscar" estão juntos outros diversos tempos bons e junto com eles vem os sentimentos nunca experimentados, as experiências nunca vividas. Coisas gostosas. Todo mundo deveria experimentar. E não tem nada a ver com cerveja...nem cigarro...nenhum tipo de droga (podem me chamar de careta...to pouco me F...).
As pessoas não deveriam parar. Nunca. Deveriam ser incansáveis. Só parar quando dormir ou morrer. "Ohh, coitadas...mas elas já vivem correndo contra o tempo, atrás de ônibus, presas no trânsito." Sim, claro...como uma boiada atrás de contribuir para a manutenção da nossa querida sociedade linda, fashion e cristalina. Sejam incansáveis quando lutam pelo que gostam, pelo que querem. Sejam insanos pelo que desejam. Aproveitem o tempo que foi dado. E não tenham medo...se tivermos que morrer, morreremos: de bala perdida, de tiro a queima roupa ou deitados na cama (de morte súbita no aconchego do lar rodeado de cães de guarda e cercas elétricas). O medo é uma doença que nos faz trancar tudo que queremos e sentimos dentro de algum lugar dentro de nós, de onde temos muita dificuldade de tirar. Medo de que nos julguem, medo de que nos maltratem, que nos machuquem.
Porque deveríamos dar ouvidos à esses medos?